Como promover o conceito de que após beber você não deve voltar guiando para casa? Simples! Pegue um campeão de Fórmula 1 e coloque-o como motorista particular para um fulano qualquer escolhido a esmo em um bar.
E não é que a idéia é boa?
Mika está fazendo isso em várias partes do mundo tentando conscientizar as pessoas a não guiar ao sair do bar.
A idéia é muito legal, mas infelizmente não creio que aqui no Brasil surta algum resultado. Veja a frase do sujeito que foi escolhido: "Eu não costumo beber muito, mas, sempre que necessário, minha mulher dirige o carro".
Aí é que mora o problema! Brasileiro acha que só quando está banbando e caindo de bêbado que não deve guiar. O sujeito vai no bar toma 6 cervejas e como "não se sente bêbado" acha que tem condições de voltar guiando para casa.
Eu não bebo nada alcoólico, mas vez ou outra acompanho os amigos de trabalho a um Happy Hour e vejo que isso é frequente. Como não bebi nada e conheço de perto as pessoas, posso ver claramente que estão alteradas, ainda que levemente em alguns casos, mas elas jamais admitem e vão para casa guiando. Se falo que não deviam guiar ainda riem da minha cara, dizendo que não estão bêbadas e que aguentam beber muito mais.
Como o bafômetro não é obrigatório, seguimos com os acidentes impunes.
Alvo de flashes, Mika Hakkinen dá "carona"
Murillo Pessoa
Direto de São Paulo
Reinaldo Marques/TerraO tratamento dado ao finlandês Mika Hakkinen em sua visita a São Paulo não foi o de um ex-piloto. Aposentado ao final da temporada de 2001, o bicampeão da Fórmula 1 esteve na capital paulista para promover a campanha "Piloto da Vez", na qual a sobriedade ao volante é incentivada. Alvo de milhares de flashes disparados por máquinas fotográficas da imprensa e fãs, o europeu, ligado até hoje à equipe McLaren, foi a um bar, de onde levou o vencedor de um concurso para casa nesta segunda-feira.
Durante o evento, Hakkinen não demonstrou grandes emoções. Após mais de uma década no circo da principal categoria do automobilismo mundial, o ex-piloto soube lidar com o assédio. Seguiu o protocolo, com alguma simpatia: sorriu para os fotógrafos, deu alguns autógrafos e cumprimentou as pessoas para as quais entregava garrafas d'água. Arriscou até um "boa noite" em um português carregado de sotaque.
Mesmo sem ter a mesma familiaridade que o finlandês com as câmeras, o gerente de projetos Yugo Nomura, escolhido para andar na Mercedes conduzida por Hakkinen, também não demonstrou nenhum incômodo ao dar entrevistas.
"Eu não costumo beber muito, mas, sempre que necessário, minha mulher dirige o carro", diz. "Hoje vou viver uma experiência diferente, é claro", comentou, sorrindo para os jornalistas.
Nomura apenas lamentou o fato de morar no mesmo bairro do bar. "Vai ser tudo muito rápido. Mas talvez eu me perca nesta volta para casa", brinca.
Fonte: Terra Notícias















