Notícia veiculada no Terra, ontem:
Bêbado deixa filho, também alcoolizado, dirigir
Um homem bêbado achou uma solução não muito brilhante para voltar para casa após uma festa: deu a chave do carro a seu acompanhante. Seria uma conduta exemplar, não fosse o fato de que no caso, seu acompanhante era seu filho de 14 anos, igualmente bêbado.
James Vernon Holbert Jr., da cidade de Hanover, no Estado americano da Virginia pode ser condenado a até 5 anos de prisão. É que no trajeto o menino bateu o carro em uma árvore e acabou sendo lançado para fora do carro sofrento ferimentos leves.
O filho de Holbert também responde por delitos menores como dirigir sem habilitação e dirgir após consumo ilegal de álcool. Na festa, o pai foi quem autorizou o menino a consumir bebidas.
Fonte:
http://noticias.terra.com.br/popular/interna/0,,OI1434628-EI1141,00.html
Eu nunca pude, em absoluto, guiar antes de estar com minha carta de motorista em mãos. Quando eu tinha 17 anos, meu pai me levou nem domingo para um bairro industrial distante e ermo e deixou que eu guiasse o carro. Me ensinou o básico de como colocar o carro em movimento. Nada que eu já não soubesse em teoria, mas pude praticar pela primeira vez.
Meu pai nunca se preocupou em me ensinar a guiar o carro, fazer baliza e essas coisas, pois ele sabia que isso eu iria aprender na auto-escola. O que ele me ensinou desde criança é como se comportar no trânsito, como dirigir apropriadamente. Me ensinou a manter o lado da pista para o qual eu vou virar, a não trafegar com farol alto na pista, a não estacionar com o farol ligado para não ofuscar a vista dos outros motoristas, a sempre dar seta e com antecedência, ou seja, ele me ensinou que guiar não é apenas conduzir o veículo, mas interagir com o trânsito, de maneira segura, educada e respeitosa.
Meu filho mais velho está para fazer 8 anos e desde já eu repasso pra ele tudo que aprendi com meu pai e da mesma forma, mais do que com palavras, mas com exemplo.
Lamento muito que existam pessoas como esse Sr. James, que entrega um carro à condução de seu filho, uma criança de 14 anos, e pior, o ensina a se embebedar e dirigir nesse estado.
O mundo carece de bons exemplos.















